quinta-feira, dezembro 3

Finalmente: o que faltava contar

Sem mais demoras passaremos às novidades todinhas de uma vez. Aguentam?
A verdade, e ao contrário do que esperava, não tenho respirado. Acabei o estágio e foi centrar-me rapidamente no relatório. Entretanto respirei uns dias e arranquei com força novamente na tese. Saíram as notas de estágio e fiquei radiante, tive 19. Não podia ter ficado mais contente. 

Ainda antes de chegar o verão tive uma proposta que me deixou meia que abananada.
Estava eu preocupadíssima com a entrega da tese (e já a ver algumas colegas a fazer a defesa) e a professora que me acompanhou nestes últimos 2 anos lançou-me a proposta de realizar estágio profissional na faculdade. Na minha área é obrigatório o estágio profissional, como forma de nos lançarmos no mercado de trabalho e não tem estado fácil arranjar oportunidades remuneradas (embora as regras indiquem que assim o tem de ser). Bem, eu nem soube como reagir, fiquei meio que gélida, meio que orgulhosa, meio que aos pulos. Meio que a ver o meu futuro a curto prazo com um sorriso diferente.
Durante algum tempo contei ao mínimo de pessoas possível, sabem aquela história de: quantos mais sabem mais são os a desejar mal? Além disso, não era nada ainda formal e tinha receio que todos me viessem dar os parabéns para depois ter de recapitular a história. 

Vivi um verão mais alegre, tirei tempo sem olhar para a tese (não pela proposta, mas porque senti mesmo necessidade de um pouco de distanciamento). Custou retomar custou. Entretanto arranquei a passos largos e com muitas horas de trabalho.
Foram até às últimas as horas, a trabalhar, ler e rever. Sem dúvida, que este não foi só um trabalho foi um trabalho que me deu um gosto enorme fazer. Chorei a escrever os agradecimentos, aí percebi o quanto as pessoas me ajudaram, que acreditaram no meu trabalho e que me deram aquelas palavras amorosas que todos precisamos ouvir quando estamos exaustos. Mesmo antes da entrega da tese fui conciliando o estágio (em moldes curriculares, por ainda não ter terminado o curso) porque o serviço necessitava da minha ajuda. Seguiu-se a preparação da defesa e estava em pânico, teria um senhor professor como arguente, tinha medo das questões, de ficar mal perante os meus pais e os meus amigos (sim, isso acontece), de não conseguir literalmente defender o que tinha tido tanto trabalho a fazer. Mas consegui, estava bem menos nervosa do que imaginava que estaria e foi um conforto muito grande ver a sala composta dos que me apoiaram ao longo deste caminho. Tirei 18. E sempre sem parar continuei com o estágio. 

A frequência assídua na faculdade faz, naturalmente, as pessoas questionarem o que ando eu por ali a fazer. Agora sim, vou partilhando a razão com quem me vai perguntando. Aguardo todas as burocracias (que tenho de resolver) para oficialmente começar o estágio profissional. Não vejo a hora. Adoro o que faço, o ambiente de equipa é muito bom e não me sinto à deriva (aquilo que mais temia). 

E aqui está que faltava contar. Tentava eu que não fosse tudo de uma só vez, mas admito que assim também me deu um gostinho especial ao fazer um review destes últimos meses: exigentes e cheios. 

Dream, give, and never image 


quarta-feira, novembro 18

Becas a Psicóloga


Há mais de um mês sem vos escrever. há meses a querer deixar-vos todas as novidades e as mil tarefas a dizerem-me "blogue? olha eu aqui por fazer, e eu, é não faças isto agora, depois queixa-te". E lá me fui convencendo que teria de deixar esta esfera um pouco de parte até ser oficialmente Psicóloga. É verdade, na segunda prestei a minha última prova como estudante: a defesa da dissertação de mestrado e cá estou eu agora uma blogger não estudante de Psicologia, mas já Psicóloga em Clínica e da Saúde. Se me sinto diferente? Não, Se vos tenho muitas coisas a contar? Sim. E mesmo não estando de "férias"(mais uma coisa a ser partilhada convosco) quero mesmo agora dedicar-me a esta esfera que já tenho saudade! 

brown, keep calm, and pink image

domingo, setembro 6

Dias de casamento

Primeiro casamento com o T. Termos um convite para especificamente para os dois fez-me sentir recebida na família, mesmo sendo aquele lado que não convivo tanto (não por desgostar). Quando o noivo fala em sermos os próximos meses antes e no fim do casamento não sinto pressão mas crença dos outros em nós. Acreditarmos nas nossas relações é importante, muito, mas sentirmos que os outros nos imaginam nesse patamar enche-me o coração. Não digo que quero casar ao sair de casa dos meus pais, não digo que não quero casar (aliás imaginar as coisas que mudava ou não deve querer dizer desde logo alguma coisa), nem digo que tenho uma idade ou altura pensada para isso. Logo se verá. Foi um dia bonito e imagino-me a ter assim um meu, sem dúvida. 
Beautiful

domingo, agosto 30

About wishes #4

Um objetivo que já estava há muito a ser adiado. Daquelas coisas que temos em muitos locais à mão e que deixamos sempre para o dia que tivermos mais tempo, para a semana seguinte, para as férias. 
doar sangue
inscrever-me para dadora de medula óssea

Estou de férias no Algarve e aproveitei de estar uma campanha junto da praia para fazer aquilo que tanto queria. É uma causa que aprecio, que todos devíamos aderir (tendo as condições necessárias). Foi tudo muito simples. Dirigi-me a uma carrinha do IPST, preenchi dois questionários, um para a doação de sangue e outro para me inscrever como potencial dador de medula óssea; fiz a inscrição como dadora; fui ao gabinete médico, onde foram realizadas as perguntas que o questionário também mencionava, medidas tensões arteriais e um picadita no dedo para a análise de hemoglobinas; depois de ter ficado apta foi só deitar-me numa cadeirinha e efetuar a recolha de sangue. Não demorou mais de 10 minutos.  seguir não pude estar exposta ao sol, nem fazer esforço no braço (não carregar coisas, não nadar, não nada nas duas horas seguintes). Claro que não pude A equipa foi toda muito simpática e achei tudo muito simples. Ainda tive direito a uns brindes bem giros. Entretanto recebi uma mensagem no telemóvel a informar o resultado da análise (se está tudo bem) e o meu grupo sanguíneo, devo também receber entretanto o cartão com o número de dador de sangue e Saí de lá com a sensação de dever cumprido. 

quinta-feira, agosto 13




    As minhas outras páginas também já estão a precisar de uma valente atualização. As das séries, vejam lá que estava a aguardar nova temporada de Game of Thrones, entretanto já saiu, já vi tudo (obviamente) e já estou de novo à espera de uma nova, nem foi preciso mexer. A série deste verão, para mim, é Vikings. Tenho de vos deixar a minha opinião depois. Aproveitem para espreitar (aqui) as séries que ando a ver e contem-me as que têm seguido. 


    ragnar | via Tumblr

    domingo, agosto 9

    Há coisas que me põem a pensar


    Na casa de banho dos cinemas no intervalo de um filme de animação, diga-se cheio de crianças. 
    Chego com uma prima, tem pessoas à minha frente. Não está propriamente uma fila, mas as pessoas ordenam-se de forma a ver a seguir de quem têm de ir. Uma senhora chega com a sua filha e coloca-se numa posição estratégica de eu pensar "lá vai passar à nossa frente". Uma casa de banho fica vazia e manda a menina entrar. Uma outra senhora que acompanha mais do que uma criança (que estava à minha frente e também à frente da dita cuja) "desculpe, mas está aquela menina à frente também para ir". A mãe retira a menina (que já estava quase metida na casa de banho) e vira os olhos. A mãe diz à filha qualquer coisa ao que ela responde "mas eu estava a ir"; "deixa estar filha não vale a pena" e faz cara feia. 
    Olhei para a senhora que falou (estava a dar-me uma enorme vontade de responder e queria ver a reação dela), que estava a abanar ligeiramente com a cabeça e a ripostar internamente. Apeteceu-me mostrar a minha compreensão. Fiquei calada deixei-a ir à minha frente e pensei: é por atitudes destas vindas dos pais que há crianças que cada vez têm menos respeito pelos outros? Que só olham para as suas necessidades e não são capazes de atender às dos outros? 
    Aquela menina não teve culpa alguma, colocou-se onde a mãe a pôs, entrou quando a mãe disse e não teve uma explicação correta da mãe acerca da situação. 
    Aquela mãe acha que por a sua filha querer ir à casa de banho, e eventualmente estar aflita (o que não me pareceu) pode pôr-se na frente dos outros só porque não há uma fila explícita? Só porque é a filha dela? Ou por não saber o seu próprio lugar? Se a mãe não respeita o seu lugar, a filha poderá também a não saber e, um dia, talvez a mãe se aperceba disso. 
    Quando já for tarde.


    happy father's day!