
Ontem passei um momento que preferia não ter que ultrapassar. Há pouco mais de dois meses estava a passar férias com dois amigos, como vos contei vários episódios cá no blogue, que hoje já não estão juntos. É estranho para mim pensar que depois de tanto tempo juntos as coisas já não estão do mesmo modo e que há uma terceira pessoa envolvida. Não comparo a situação comigo e com o T., porque sempre foram relações muito distintas. Acontece que esse amigo fez anos este fim-de-semana, eu e o T. íamos estar com ele, tendo em conta que à festa propriamente dita não poderíamos ir. Fui por ele e pelo T., que não ia fazer de candelabro, mas sentia-me estranha, não queria criar primeiras opiniões por conversas, por gostos, por fotografias, por idades, mas confesso que fui de pé atrás. Não queria desprezar a rapariga, porque não havia essa necessidade, porque não queria estragar a tarde do meu amigo, porque queria que ele se sentisse bem ainda que tenha consciência que não saiu de lá com mais um ou dois amigos.
Não foi possível conhecer muito mais, nem tirar ilações de como as coisas serão no futuro, mas não consigo pensar bem de uma pessoa que se foi aproximando de alguém com uma relação de anos, não posso considerá-la uma pessoa genuína, até que me mostre o contrário. Ele também teve o seu papel na história. Não culpo ninguém, mas também tenho uma amiga arrasada a ajudar e fazer com que perceba que não me irei afastar pela situação.
Os amigos sofrem com o término das relações dos outros.


